A curta vida da Shintōhō Motion Picture Company oferece uma lição contundente sobre economia de estúdio. Era um estúdio de cinema japonês que ganhava a vida com filmes de guerra e filmes de ação. Esses títulos visavam públicos de massa que queriam espetáculo, não nuances. A empresa existiu há apenas quinze anos. Começou em 1947, construiu uma reputação e depois desapareceu em 1961.
Do bolso de Tōhō à luta independente
Shintōhō não começou sozinho. Tōhō Motion Picture Company financiou sua formação. Por dois anos, o Shintōhō operou sob a égide de sua controladora. Então, em 1948, o estúdio lançou Sambyaku-rokujugo-ya (traduzido como “Trezentas e Sessenta e Cinco Noites”). O filme rendeu dinheiro. Esse lucro deu à Shintōhō a confiança necessária para abrir seus próprios pontos de distribuição. Começou a avançar em direção à independência de Tōhō.
A independência parecia boa. Também significava carregar sozinho o peso dos custos de distribuição.
Por que a pressão financeira atingiu em 1951
Em 1951, o estúdio estava em apuros. Faltavam instalações de distribuição adequadas. Também enfrentou rivalidade direta com a Tōhō, a empresa que originalmente a financiou. Essas pressões forçaram o Shintōhō a encerrar as operações por um mês inteiro.
Este não foi um soluço temporário. Revelou uma falha estrutural. Um estúdio sem uma rede de distribuição própria e robusta é vulnerável. Não pode controlar a forma como os seus filmes chegam aos cinemas. Não pode competir eficazmente quando um rival maior controla os oleodutos.
A aposta que salvou o estúdio
Mitsugi Okura assumiu as rédeas em 1955. Ele era dono de uma pequena rede de teatros. Ele entendia a distribuição por dentro. Ele decidiu apostar o futuro da empresa em um filme épico: Meiji Tennō to Nichi-Ro dai sensō (1957; “Imperador Meiji e a Grande Guerra Russo-Japonesa”).
Foi um movimento de alto risco. Um filme. Uma chance.
O filme foi um tremendo sucesso. Isso salvou a empresa. Shintōhō continuou produzindo filmes de guerra que atraíam espectadores ultraconservadores. Também fez filmes sobre sexo e violência para o público urbano de massa. A fórmula funcionou por um tempo.
Arriscar todo o futuro de um estúdio em uma única produção é genialidade ou imprudência. Shintōhō teve sorte uma vez.
A falência inevitável
O sucesso não durou. O estúdio faliu em 1961. Seus ativos voltaram para Tōhō. O ciclo fechou. O estúdio que tentou escapar da sombra de seus pais acabou de volta em seu colo.
Principais conclusões para líderes empresariais
- A distribuição não é opcional. A criação de conteúdo é apenas metade da batalha. Se você não conseguir levar o produto ao consumidor, você irá falhar.
- A rivalidade com um ex-benfeitor é perigosa. Tōhō financiou o Shintōhō e depois competiu com ele. Essa dinâmica cria atrito que prejudica as margens.
- Maravilhas de um só golpe são frágeis. Meiji Tennō to Nichi-Ro dai sensō salvou a empresa, mas























